A meta de uma crônica por dia é difícil de cumprir, especialmente trancada em casa. Então é preciso vasculhar a memória e buscar lembranças queridas para alentar o coração ansioso por reencontrar pessoas. Há 19 dias vim para São Paulo quarentenar com meus pais. Estava muito difícil ficar sozinha em casa. Precisava de um colo. E daí que aqui no apartamento dos meus pais tem café da manhã, almoço, café da tarde e janta todo dia. Sozinha em Londrina eu tomava café na hora do almoço e almojantava no fim da tarde. Economia de calorias que na verdade era falta de apetite mesmo. Aqui eu como mas não é que sinta aquela fome. Sinto mesmo é tristeza com as notícias, mas comer é uma fuga. Então eu como. E uma de nossas comidas preferidas é polenta. Desde pequena ouço meu pai contar da polenta que a nonna fazia no sítio. E que na hora do café da manhã a sobra da janta ia para a chapa quente e mergulhava no leite. Coisa de italiano de família pobre porque polenta é ...